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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Hino Nacional Brasileiro

                Primeira execução do Hino Nacional Brasileiro

 

O Hino Nacional do Brasil já recebeu diferentes versões ao longo da história. A primeira data de 1822, com composição de Francisco Manuel da Silva. A música, inicialmente chamada de "Marcha Triunfal", foi criada para comemorar a Independência do país de Portugal. A música tornou-se bastante conhecida e recebeu duas letras. A primeira, de autoria de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, foi produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono. Ela foi cantada pela primeira vez em um dia como este, 13 de abril de 1831, no cais do Largo do Paço (ex-Cais Pharoux, atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro), em desacato ao ex-imperador que embarcava para Portugal. Um dos trechos da letra era assim: Os bronzes da tirania/Já no Brasil não rouquejam/Os monstros que o escravizavam/Já entre nós não vicejam.
Com a posterior coroação de Dom Pedro II, sua letra foi trocada e a composição passou a ser considerada como o hino nacional brasileiro, embora de maneira não oficial. Após a proclamação da República, em 1889, foi aberto um concurso para um novo hino. O vencedor foi Leopoldo Miguez, mas ocorreram manifestações contrárias à nova música, e o presidente da República, Deodoro da Fonseca, oficializou como Hino Nacional Brasileiro a composição de Francisco Manuel da Silva, tornando a criação de Leopoldo Miguez o Hino da Proclamação da República. Durante o centenário da Proclamação da Independência, em 1922, finalmente, a letra escrita pelo poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909, tornou-se oficial pelo presidente Epitácio Pessoa e permanece até hoje.
No final de setembro de 2009, tornou-se obrigatória a execução do hino nacional ao menos uma vez por semana nas escolas de ensino fundamental do Brasil. O Hino Nacional Brasileiro é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelece a Constituição. Os outros símbolos são a bandeira, as armas e o selo.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

As Mulheres na História


As Mulheres na História



Um dos objetivos da história é estudar a ação dos seres humanos no tempo. Inclusive ao longo do tempo, várias formas de se escrever a história foram desenvolvidas, sendo que até o final do século XIX predominava o estudo de grandes personalidades e de também de grandes feitos políticos e militares. Esta forma de se estudar a História relegou um lugar secundário, quando não inexistente, à história das mulheres no tempo.
As explicações podem estar relacionadas ao fato de que a preponderância e dominação masculina foram instituídas, ao menos nas sociedades ocidentais, desde os primórdios da civilização grega. Esta situação levou a uma dupla situação: eram os homens que conduziam predominantemente as ações políticas e militares; ao mesmo tempo em que eram os historiadores do sexo masculino que escreviam a história destas ações. A consequência foi uma subalternidade das mulheres nos domínios políticos e militares públicos (já que no âmbito doméstico a situação era um pouco distinta) e também como objeto de estudo historiográfico.
Porém, a partir do momento em que o capitalismo se tornou a forma de organização econômica e social hegemônica no mundo, em fins do século XIX e início do XX, esta situação mudou. Primeiramente, por acabar com o patriarcado característico dos modos de produção pré-capitalista. O patriarcado consistindo na organização da força de trabalho centrada na estrutura familiar doméstica foi desintegrado progressivamente com o assalariamento individual da força de trabalho no capitalismo, deslocando o centro da organização do trabalho das famílias para as empresas.
Entretanto, se o capitalismo desintegrou o patriarcado, isto não pode ser dito sobre o machismo. O machismo continua presente nas relações sociais e como componente cultural da imensa maioria das civilizações do globo. As tentativas, muitas vezes conseguidas, de manter a mulher em posições subalternas nos âmbitos públicos, domésticos e empresariais ainda se fazem presentes. Mas as mudanças proporcionadas pelo capitalismo na organização do trabalho incidiram também na relação entre homens e mulheres. A necessidade de se assalariarem levou as mulheres a conseguirem também independência e superação desta subordinação à que estavam relegadas há séculos através de uma árdua luta.
As lutas pelo direito ao voto, de salário e direitos trabalhistas iguais foram se desenvolvendo durante o século XX, encontrando o auge com o movimento feminista na década de 1960. A partir de lutas cotidianas, às vezes silenciosas, a situação foi aos poucos mudando, sendo que ainda na segunda década do século XXI muitas diferenças entre homens e mulheres no âmbito das relações sociais ainda permanecem. Entretanto, várias conquistas foram alcançadas, principalmente no que diz respeito às relações trabalhistas, políticas, empresariais e de liberdade sexual. Na esfera doméstica, as mudanças ocorrem num ritmo mais lento. A violência doméstica ainda é uma realidade constante na vida cotidiana de milhões de mulheres. Mas, por exemplo, no Brasil, tal realidade vem sendo combatida com a Lei Maria da Penha, promulgada em 2006.
A historiografia acompanha também estas mudanças sociais, refletindo de uma forma peculiar as lutas sociais no ambiente acadêmico. A partir da década de 1960, passou a surgir uma “História das mulheres”, com o objetivo de se constituir um campo específico do conhecimento historiográfico. Segundo Louise Tilly, o objetivo seria complementar a proposta de Marc Bloch sobre a definição de história: de “ciência dos homens no tempo” para a “ciência das mulheres no tempo”[1].
O objetivo deste canal na seção de História Geral, do site Mundo Educação, é trabalhar alguns destes temas apresentados pela história das mulheres, tratando tanto da vida cotidiana e anônima da imensa maioria das mulheres quanto de algumas figuras de maior vulto que, pelas posições de destaque que alcançaram na história, possibilitam algumas interpretações sobre as alterações nas relações entre homens e mulheres no tempo.

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[1] TILLY, Louise. Gênero, história das mulheres e história social. Cadernos Pagu (3) 1994: pp. 30.
                                 Vampira

Um esqueleto feminino retirado de uma vala comum nos arredores de Veneza, na Itália, em 2006, revelou mais uma forma cruel de matar pessoas acusadas de bruxaria na Idade Média: a vítima teve a mandíbula destruída pela entr... -

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                  Homem de gelo 


Alpinistas encontram um corpo congelado nas montanhas da Áustria, em 1991. Ao estudar o corpo, os cientistas concluíram que pertencia a um homem de mais de 5.300 anos, e que havia sido morto por uma flechada. O mais ... - Veja mais em https://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/as-14-descobertas-arqueologicas-mais-chocantes-da-histora.htm?cmpid=copiaecola

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Sacrifício gelado   


Três múmias de crianças foram encontradas perto do vulcão Llullaillaco, na Argentina, em 1999, muito bem preservadas. De acordo com os arqueólogos, algumas crianças incas eram escolhidas para o sacrifício capacoc... - Veja mais em https://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/as-14-descobertas-arqueologicas-mais-chocantes-da-histora.htm?cmpid=copiaecola

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ETs


 Agricultores mexicanos da cidade de Onavas encontraram 25 corpos em 1999. Maior do que o susto pela descoberta das ossadas foi o espanto pelo formato alongado dos crânios, logo atestados como legítimos esqueletos de alienígena... - Veja mais em https://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/as-14-descobertas-arqueologicas-mais-chocantes-da-histora.htm?cmpid=copiaecola

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Homo naledi: um "estranho galho na árvore genealógica"



O Homo naledi é inesperado, no sentido de que, de muitas formas, ele não faz sentido. Por que um hominini com cérebro tão pequeno tem um corpo tão grande? Como explicamos a confluência de características muito típicas dos primatas mais primitivas do que aquelas encontradas em australopitecos famosos como Lucy e elementos muito mais modernos? Como os restos mortais foram parar em um complicado sistema de cavernas? Eles foram deliberadamente colocados lá de forma ritualística algo que até agora era um comportamento reconhecido apenas em humanos modernos e Neandertais? E a maior pergunta: qual a idade destes fósseis?
O que sabemos é que podemos esperar anos de pesquisa e análises para descobrir exatamente como o Homo naledi se encaixa na nossa árvore genealógica.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Gabinete de Curiosidades

A ORIGEM DA FOFOCA



Falar sobre a vida alheia é uma prática bastante antiga, do tempo das cavernas. Os homens da pré-história buscavam informações acerca da vida de outras pessoas para saber de suas fraquezas, seus medos, o que sabiam fazer, seus desejos e outros.
Naquela época, não havia a escrita e consequentemente as informações eram passadas oralmente. A fofoca então passou a fazer parte não só da vida social, mas também da parte política, onde era usada para desmoralizar os monarcas, e da história da humanidade, onde uma informação errada poderia mudar toda a trajetória da história.
Em 1560, a rainha Elizabeth I foi fortemente atacada por fofocas a cerca de sua vida pessoal. Em 1917, o czar Nicolau II e sua esposa foram vítimas de fofocas que focavam a vida íntima do casal. Em 1922, o ditador Mussolini foi alvo das fofocas, só que para ele teve efeito positivo, pois lhe deram prestígio pela realização de um projeto que já havia iniciado antes dele assumir o poder na Itália. Dessa forma, a fofoca tinha e ainda tem o poder de prejudicar ou beneficiar uma pessoa